domingo, 19 de dezembro de 2010

coração de pedra


Superfícies triviais rasgadas pelo calor do sol e empoeirado pelo sabor do tempo, pisadas por aquelas que um dia me fizeram ver a luz incerta e supérflua de quem não sabe amar de verdade.
Superfícies do qual jaz o sangue que outrora me corria nas veias como uma corrente inquebrável, mas agora rasgadas e deixadas a verter no abandono dos anos.
Pensamentos oblíquos sem paralelismos …sem fundamentos próprios…sem a visão aguçada de quem vê mais alem do que quer…do que pode…do que deveria
Superfícies limadas no dia-a-dia, como se de um relógio sem ponteiros se tratasse…e a uma velocidade lenta, como se fosse um carro sem acelerador e sem travões…
Esta superfície está dentro de mim…no centro do meu peito…ainda não teve perfuradora que resistisse em tentar penetrar e furar essa superfície…mas sem sucesso…agora noto…será o meu coração de pedra?

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

perdao infernal...


Para quê rezar? Se o que eu mais venero...eu perdi?
Colocando a cabeça entre os teus pés… não peço que me perdoes o imperdoável...apenas que me dês a oportunidade provavelmente perdida e negada de te amar.
Olhando para o teu rosto… eu sei que és mais do que algum dia eu irei merecer...se és o céu...eu sou definitivamente o inferno…mas...deixa-me olhar-te...e encontrar-me contigo no purgatório...e amar-te sem ser amado...deixa-me...deixa-me...deixa-me mostrar-te que não preciso tocar-te....para te sentir em mim.
sorrindo...como se fosse partir para todo o sempre...mas com a mais bela das pinturas na memória


dedicado a uma amiga muito especial..a ti muito obrigado :)